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Caravana do Rio de Janeiro visita Escola Nacional Florestan Fernandes

quarta-feira 23 Fevereiro 2011 - Filed under Notícias do MST Rio

Caravana do Rio de Janeiro visita Escola Nacional Florestan Fernande12Por Carmem Diniz

No último dia 05 de fevereiro, o MST/RJ organizou um grupo de pessoas e representantes de entidades que solicitaram uma visita à Escola Nacional Florestan Fernandes em Guararema, São Paulo. O grupo era formado por 22 alunos do CEASM – Pré Vestibular Comunitário da Maré, 12 componentes da Casa da América Latina, um integrante do NPC – Núcleo Piratininga de Comunicação – o rapper Fiell, da comunidade do morro Santa Marta (a quem se devem as fotos deste artigo), dois moradores da comunidade do morro do Cantagalo, dois representantes da ACJM/ RJ – Associação Cultural José Martí e professores da Rede Pública (universidades e escolas), além de reprensentantes da Consulta Popular e da Andes.

Ressalte-se que desde outubro de 2010 os alunos do CEASM se empenharam para obter recursos para a visita, sendo incansáveis para realizar seu objetivo de conhecer a Escola Nacional, da qual tomaram conhecimento através de um encontro, na Maré, com integrantes do MST/RJ. A partir daí, envidaram todos os esforços e, enfim, realizavam nesse dia a esperada visita.

Caravana do Rio de Janeiro visita Escola Nacional Florestan Fernande1

A chegada à ENFF se deu antes das 6:00h da manhã, com o nascer do sol e uma neblina pesada que antecipava um dia claro (foto). Após algumas horas de viagem (algumas pessoas, inclusive, com mais idade) e o café da manhã no refeitório, renovaram-se as forças e todo o grupo se dirigiu ao jardim principal a fim de participar da mística – que algumas pessoas do grupo desconheciam. Esta, realizada com a equipe de plantão na Escola, selecionou um poema de Vinícius de Moraes – Operário em Construção, para ser lido para um grupo que, sendo do Rio de Janeiro, contava com uma maioria de visitantes tipicamente urbanos, o que foi muito produtivo e formativo. Havia também um grupo da Fiocruz/RJ que chegara na noite anterior para um curso.

Já no auditório, todos se identificaram oralmente e ali já se notou uma interação – especialmente entre os moradores das favelas do RJ e seus problemas comuns às diferentes regiões. O debate foi muito produtivo e as explicações sobre a construção da Escola (além do filme projetado) renderam muita esperança entre os presentes. Houve, ainda, declamações de poesias e cantoria de um dos visitantes em homenagem a Patativa do Assaré que dá o nome à sala. Enfim, tudo muito participativo.

Na continuação, os grupos saíram para conhecer as instalações da ENFF – quadra, ciranda, etc com explicações sobre os princípios organizativos do movimento. Novamente no refeitório para o almoço, o rapper Fiell, da favela Santa Marta, cantou duas músicas (hip-hop) de sua autoria que abordavam a realidade dos moradores daquela (e de outras) comunidades, especialmente as que atualmente contam com UPP’s. A cantoria contagiou todos os visitantes.

A visita à biblioteca impressionou todo o grupo pelas instalações e quantidade de livros lá existentes. Uma vez que uma das professoras do grupo (Prof. Zuleide Faria, presidente da ACJM/RJ) havia levado mais de 30 exemplares para doação à ENFF, seguiu-se pequena explanação da própria a respeito de dois exemplares doados que se referem à gênese da formação do neoliberalismo (foto abaixo).

Caravana do Rio de Janeiro visita Escola Nacional Florestan Fernande3

Após a atividade foi servido um café a todos, visita à livraria da Escola e o grupo partiu cerca de 16:30h de volta ao Rio de Janeiro, aqui chegando cerca de 23:00h.
A maioria – senão a totalidade – das pessoas achou pouco o tempo de estadia, queriam ficar mais, todos se propuseram a voltar assim que o MST/RJ organizar a próxima visita e demonstraram surpresa com tudo o que viram, a começar pela grande organização que testemunharam. Espontaneamente se comprometeram a divulgar tudo que viram e a combater a imagem negativa que a mídia diariamente transmite sobre o Movimento Sem Terra.

A união campo-cidade aqui vivenciada e a interação promovida entre os diferentes componentes de um grupo tão heterogêneo demonstram que esta experiência deve ser renovada sempre que possível na luta diária da formação política dos povos.

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2011-02-23  »  alantygel

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