Content

Professoras e professores realizam o I Encontro Estadual de Professores com o MST no Rio de Janeiro

2016-11-23
Professoras e professores, pedagogos, Acadêmicos e universitários, realizam o I Encontro Estadual de Professores com o MST no Rio de Janeiro / Foto Pablo Vergara Coletivo de Comunicação MST-RJ

Professoras e professores, pedagogos, Acadêmicos e universitários, realizam o I Encontro Estadual de Professores com o MST no Rio de Janeiro / Fotos Pablo Vergara / Coletivo de Comunicação MST-RJ

Professoras e professores, pedagogos, Acadêmicos e universitários, realizam o I Encontro Estadual de Professores com o MST no Rio de Janeiro.

 por Pablo Vergara MST- RJ

Maracanã, Rio de Janeiro, 19/11/2016.

Aproximadamente 60 (sessenta) professores e professoras, acadêmicos e universitários de diversas Universidades federais, estaduais e Institutos (UFRJ, UFF, UFRRJ, UNIRIO, UERJ, IFFs e CEFETs), bem como de escolas estaduais da rede pública de ensino básico e entidades e organizações do Estado do Rio de Janeiro se reuniram no I Encontro Estadual de professoras e professores com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, encontro que visa traçar projetos e ações em uma conjuntura desafiadora. Refletiu-se sobre os próximos passos do ensino em relação a Reforma Agrária e a educação do campo no Estado do Rio de Janeiro.O encontro foi realizado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro UERJ. Nesta oportunidade, buscou-se enfocar a avaliação, o planejamento e a sistematização dos projetos, visando próximos programas de ensino ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra no estado do Rio de Janeiro, principalmente a Escola Estadual Bernardo Marins Gomes – ESESF. A iniciativa procura tecer o programa pedagógico da escola, avançar na conformação de uma coordenação politico- pedagógica de forma a consolidar a participação de diversas instituições de ensino do estado do Rio de Janeiro no projeto.
A Atividade busca aprofundar e promover políticas públicas como o PRONERA e espaços de debate como a JURA (Jornadas Universitárias em Defesa da Reforma Agrária), EJA (Escola de Adultos e Jovens), Graduações e Licenciaturas, Mestrados, Extensões, Residência Jovem, Residência Agrária, Curso de Realidade Brasileira, Curso de Filosofia, Bibliotecas Populares nos assentamentos, Estagio Interdisciplinar de Vivencia. Enfim, experiências e espaços que foram inspirados no projeto político-pedagógico do MST.

Na Jornada também foi analisada a atual conjuntura nacional e internacional, os avanços do conservadorismo e a crise internacional da economia mundial, as quais interferem diretamente no sistema de governo local, perdendo a totalidade do controle politico. Esta decadência se soma a uma “crise de valores” afirma Marina dos Santos, dirigente nacional do movimento.

Esta decadência se soma a uma "crise de valores" afirma Marina dos Santos, dirigente nacional do movimento.

Esta decadência se soma a uma “crise de valores” afirma Marina dos Santos, dirigente nacional do movimento.

Este avanço do conservadorismo mundial e do sistema financeiro internacional esta ligado a uma crise de valores ideológicos, que trazem um forte individualismo, machismo e xenofobismo a nível mundial “Ha uma Hipnotização contra a política e as pessoas, o senso comum está cada vez mais reacionário” agrega, um fortalecimento da consciência do consumo irradiada pela hegemonia do mercado internacional que rapidamente se apropria de toda a cadeia de produção, terra, biosfera, insumos, sementes e químicos.

Na oportunidade também se manifestou a solidariedade com os movimentos sociais que estão sendo criminalizados, em repudio, como o fato que ocorreu no Paraná na operação Castra, que repercutiria mundialmente com a invasão da Policia Civil na Escola Nacional Florestan Fernandes.Dentro das diretrizes que foram citadas, extraímos 7 pontos importantes:1- Unidade na luta de classes, unidade da classe trabalhadora.2- Métodos coletivos de luta, gerar sujeitos coletivos.3- Reformas Estruturais, Reforma Agrária, Reforma Urbana.4- Comunicação Contra Hegemônica, fortalecer os coletivos de comunicação.5- Proteger os Bens da Natureza.6- Nova estratégia de ação, novas agendas de luta e poder politico.7- Lutar contra o estado de exceção, “FORA TEMER”, criar um frente de esquerda.

GT1 JURA, GT2 Cursos Formais, GT3 Formação de Base, Gt4 Cursos Livres e atividades de extensão.

GT1 JURA, GT2 Cursos Formais, GT3 Formação de Base, Gt4 Cursos Livres e atividades de extensão.

 

A jornada continuo durante o segundo modulo da tarde, na conformação de grupos de trabalho onde se sistematizaram temáticas sobre as: GT1 JURA, GT2 Cursos Formais, GT3 Formação de Base, Gt4 Cursos Livres e atividades de extensão.

Feira da Reforma Agrária chega ao Centro do Rio

2016-11-16

A feira que já virou tradição carioca acontece entre os dias 5 e 7 de dezembro, e promete trazer mais de 100 toneladas de alimentos este ano.

por Nívia Silva

Feira da Reforma Agrária acontecerá nos días 5,6 e 7 de dezembro no Largo da Carioca, Rio de Janeiro.

Feira da Reforma Agrária acontecerá nos días 5,6 e 7 de dezembro no Largo da Carioca, Rio de Janeiro. Foto : Pablo Vergara MST -RJ.

Entre os dias 05, 06 e 07 de dezembro será realizada a VIII Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes, no Largo da Carioca, no Centro do Rio de Janeiro. Este é um evento de exposição e comercialização de produtos da agricultura familiar camponesa dos Assentamentos da Reforma Agrária, realizado pelo Movimento Sem Terra – MST e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA. Durante os três dias serão comercializadas mais de 100 toneladas de alimentos, com variedades de produtos vindos de vários assentamentos da Reforma Agrária.

A diversidade dos alimentos oferecidos surpreende os que passam pela Feira: quantas vezes pensamos nas outras possibilidades de arroz para além do branco? A feira traz diversos tipos de arroz, suco de uva integral, frutas, polpas de frutas, feijão vermelho e de corda, sucos, legumes, verduras, produtos derivados de cana-de- açúcar (açúcar mascavo, melado, rapadura), ervas medicinal, fitoterápicos e fitocosméticos.

Produção de Fitoterápicos e Fitocosméticos entre outros. Foto:Pablo Vergara /MST - RJ

Produção de Fitoterápicos e Fitocosméticos entre outros. Foto:Pablo Vergara /MST – RJ.

A feira terá a participação de assentados/as de todo o estado do Rio de Janeiro e suas cooperativas, associações e grupos coletivos. A estimativa é que cerca de 120 agricultores do Rio de Janeiro e representações dos demais estados do Sudeste do Brasil estejam presentes na feira divulgando suas produções in natura e industrializadas das cooperativas de Reforma Agrária de diversos estados do Brasil.

A agroecologia é um dos princípios do movimento, por isso, parte da produção que vem dos assentamentos são agroecológicos. O trabalho que vem sendo construído é na perspectiva que os assentamentos do movimento façam a transição da agricultura convencional para a agroecológica, compreendendo que a agroecologia visa, sobretudo, garantir a segurança e a soberania alimentar dos agricultores e da sociedade.

Na programação encontramos Shows, Intervenções Culturais, Seminários e Oficinas com temas como: Agrotóxicos e Impactos na Saúde Humana e Soberania Alimentar, , Oficina produção de Fitoterápicos e Fitocosméticos entre outros.

História da Feira

A Feira foi batizada com o nome “Cícero Guedes” em 2013, em homenagem ao agricultor e militante do MST assassinado por pistoleiros no dia 25 de janeiro de 2013, nas proximidades da Usina Cambahyba, no Município de Campos dos Goytacazes (RJ). Além de uma grande liderança na luta pela Reforma Agrária, Cícero Guedes era considerado uma referência em conhecimento agroecológico, por conta das técnicas agrícolas sustentáveis que utilizava em seu lote no Assentamento Zumbi dos Palmares,  tendo sido também um importante colaborador de vários projetos de pesquisa e de extensão da Universidade Estadual do Norte Fluminense.

Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes vira Lei 

A lei 59999/2015 de iniciativa do deputado Renato Cinco, “Reconhece como de interesse Cultural e Social para o Rio de Janeiro a Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes. Portanto a feira nesta VII edição se tornou um evento oficial do município do Rio de Janeiro.

VIII Feira da Reforma Agrária Cícero guedes vira Lei 59.999 “Reconhece como de interesse Cultural e Social para o Rio de Janeiro a Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes. Portanto a feira nesta VII edição se tornou um evento oficial do município do Rio de Janeiro.

VIII Feira da Reforma Agrária Cícero Guedes vira Lei 59.999 “Reconhece como de interesse Cultural e Social para o Rio de Janeiro a Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes.”  Foto:Pablo Vergara / MST-RJ.

Região norte-fluminense organiza seu XIX Encontro Sem-terrinha

2016-11-15

A região norte-fluminense organiza seu XIX Encontro Sem-terrinha, com foco na educação como direito e na alimentação saudável.

por Pablo Vergara

Plenaria dos Sem Terrinha no Colégio Agrícola Antônio Sarlo, no Município de Campos dos Goytacazes. Foto: Setor de Educação MST RJ

Plenaria dos Sem Terrinha no Colégio Agrícola Antônio Sarlo, no Município de Campos dos Goytacazes. Foto: Setor de Educação MST RJ

 

Aproximadamente 120 crianças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, do Rio de Janeiro, de diversos assentamentos e acampamentos da Reforma Agrária da região norte- fluminense se reuniram durante o dia 12 de novembro no XIX Encontro Regional Sem- Terrinha. A atividade foi realizada no Colégio Agrícola Antônio Sarlo, no Município de Campos dos Goytacazes.

Crianças pintam e brincam durante XIX encontro Sem Terrinha. Foto: Setor de Educação MST -RJ

Crianças pintam e brincam durante XIX encontro Sem Terrinha. Foto: Setor de Educação MST -RJ

O Encontro que busca trabalhar a pedagogia do movimento, de forma lúdica e com sua mística começou cedo ao ritmo da música “Somos Sem -Terrinha do MST, acordo todo dia para lutar você vai ver”, contando com muita energia da garotada e estudo nos espaços de formação. Teve também doação de livros, jogos e cirandas, além de apresentações culturais, que trabalharam a importância da alimentação saudável. O direito às escolas no campo também foi tema do encontro, entre cirandas e rodas.

Agradecemos aos apoios envolvidos nesta nova edição do encontro: PRO-Jovem, Saberes da terra, a direção do colégio Agrícola Antônio Sarlo e seus estudantes, Sindipetro-NF e Neru-UFF.

MST RJ realiza encontro Estadual em Macaé

2016-03-11

Foto credito: Pablo Vergara / MST RJ

De 4 a 6 de março, o Movimento Sem Terra do Rio de Janeiro esteve reunido em Macaé para realizar seu Encontro Estadual. Cerca de 80 militantes das regiões Norte, Sul, Baixada e região dos Lagos, além da capital, construíram juntos espaços de formação, debate e planejamento. O encontro ainda contou com parceiros do MST-RJ na região e de universidades do estado.

Para Elisângela Carvalho, “não são fáceis os desafios que estão postos e, mesmo com tantas adversidades, nos mantemos vivos, nos mantemos fortes. Não podemos perder a capacidade de combater todas as formas de injustiça. Todos nós aqui temos a tarefa de transformar a realidade do Rio de Janeiro”, reforça a dirigente nacional na mística de encerramento que celebra a nova direção estadual.

Em tempos tumultuados e de sérias ameaças à classe trabalhadora, garantir espaços de análise da conjuntura e de fortalecimento das lutas pela Reforma Agrária Popular no estado é renovar a esperança no poder do povo.

Veja as fotos do Coletivo de Comunicação MST-RJ

“Esse é o nosso país, essa é a nossa bandeira. É por amor a essa pátria Brasil que a gente segue em fileira. Queremos que abrace essa terra por ela quem sente paixão. Quem põe com carinho a semente pra alimentar a nação. Quem põe com carinho a semente pra alimentar a nação. Amarelos são os campos floridos, as faces agora rosadas se o branco da paz se irradia, vitória das mãos calejadas. Se o branco da paz se irradia, vitória das mãos calejadas” Zé Pinto

Começa amanhã a VII Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes

2015-12-06

Produtos vindos direto de assentamentos de reforma agrária estarão disponíveis no centro do Rio entre segunda (7) e quarta (9).

Feira Estadual da Reforma Agrária - RJ.

De segunda até quarta desta semana, o Largo Carioca, no centro do Rio de Janeiro, será o palco da VII Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes. Frutas, legumes e verduras vindas de assentamentos de reforma agrária do estado do Rio de Janeiro estarão à disposição do público que passar pelo local. O objetivo da feira é mostrar mostrar a urgência da reforma agrária, provando na prática que a justa divisão de terras tem um grande potencial de produção de alimentos saudáveis, cultivados de forma agroecológica.

Produtos agroindustrializados vindos assentamentos de outras regiões do Brasil também farão parte da feira, como por exemplo o suco de uva (RS), laticínios (SC) e a cachaça (SP). Durante o evento, acontecerão diversas apresentações culturais, como o bloco da Apafunk, o grupo de maracatu Tambores de Olokum e o forró de Geraldo Junior e o Bloco da Terreirada Cearense.

A feira também será um espaço de troca e aprendizado. Estão previstas quatro atividades de formação sobre experiências de comercialização e relação com consumidores, agrotóxicos, transgênico e seus impactos na saúde, impactos dos megaprojetos na agricultura familiar RJ, além de uma oficina de produção de fitocosméticos.

Confira a programação completa aqui: https://www.facebook.com/events/139157103110863/

E o site especial do evento: http://secretariamstrj.wix.com/feiraestadual

Contatos de imprensa:

Vanessa Ramos
(21) 99832-3219 (Vivo/WhatsApp)
(21) 98847-5561 (Oi)

 

Assentamento Osvaldo de Oliveira, em Macaé (RJ), é ameaçado de despejo

2015-11-20
Assentados do Osvaldo de Oliveira exibem diploma de alfabetização

Assentados do Osvaldo de Oliveira exibem diploma de alfabetização

21 meses após receberem a terra, famílias do assentamento Osvaldo de Oliveira, em Macaé (RJ), correm novamente risco de despejo. Depois de mais de 3 anos acampadas, sofrendo 4 remoções violentas, 78 famílias conquistaram o assentamento Osvaldo de Oliveira, com a imissão de posse da Fazenda Bom Jardim no dia 27 de fevereiro de 2014. No entanto, um processo de reintegração de posse tramita na 1º Vara Federal de Macaé, e caso seja aceito, pode significar o fim do primeiro Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) do estado do RJ.

O PDS é um tipo de assentamento de reforma agrária em que, desde sua origem, considera seu desenvolvimento baseado nos princípios da agroecologia. O pilar fundamental é a conservação e recuperação ambiental, aliada à produção de alimentos saudáveis para camponeses e consumidores.

Desde então, os moradores do assentamento vêm participando de feiras agroecológicas em Macaé e Rio das Ostras, e produzindo alimentos saudáveis para a região. As últimas duas feiras Estaduais da Reforma Agrária também contaram com a produção do Osvaldo de Oliveira. De forma contraditória, um dos argumentos do processo de despejo alega “falta de demanda de produtos agroecológicos” na região.

Pedimos a todos e todas as amigas do MST que assinem e divulguem o manifesto de apoio ao assentamento Osvaldo de Oliveira: http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR86554

Veja mais notícias sobre o assentamento Osvaldo de Oliveira:

MST prepara a 7a edição da Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes

2015-11-18

V Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes. Foto: Alan TygelNeste ano, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) realiza a 7ª edição da Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes entre os dias 7 e 9 de dezembro, no Largo da Carioca, Centro do Rio de Janeiro. Mais de 70 toneladas de alimentos serão comercializadas, com variedades de produtos vindos de vários assentamentos de Reforma Agrária do estado do RJ e do Brasil. A Lei 5999/2015, de iniciativa do deputado Renato Cinco, reconheceu a Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes como de interesse cultural e social para o Rio.

A diversidade dos alimentos oferecidos surpreende os que passam pela Feira: quantas vezes pensamos nas outras possibilidades de arroz para além do branco? Quem passar pela feira vai encontrar arroz e suco de uva integral, frutas, polpas de frutas, feijão vermelho e de corda, sucos, legumes, verduras, produtos derivados de cana-de-açúcar (açúcar mascavo, melado, cachaça), pimentas, ervas medicinais, artesanato e muito mais.

Acompanhe pelo Facebook: https://www.facebook.com/events/139157103110863/

Assentados e assentadas de todo o estado do Rio de Janeiro e suas cooperativas, associações e grupos coletivos participam da Feira. A estimativa é que cerca de 150 agricultores do Rio de Janeiro e representações dos demais estados do Sudeste do Brasil estejam presentes no evento, divulgando produções in natura e industrializados nas cooperativas de Reforma Agrária de diversos estados do Brasil.

Como a agroecologia é um dos princípios do movimento, grande parte da produção que vem dos assentamentos é agroecológica. Mas o MST ainda trabalha na perspectiva de que todos os assentamentos do movimento façam a transição da agricultura convencional para a agroecológica, compreendendo que a agroecologia visa, sobretudo, garantir a segurança e a soberania alimentar dos agricultores e da sociedade.

A feira contará ainda com a participação do Setor de Saúde do MST, que mostrará a produção de fitoterápicos, e cosméticos dos assentamentos. Quem vier ao Largo da Carioca encontrará também uma vasta programação com shows, intervenções culturais e oficinas de formação com temas como Agrotóxicos e Impactos na saúde humana.

História da Feira

Esta Feira foi batizada com o nome “Cícero Guedes” em 2013, em homenagem ao agricultor e militante do MST assassinado por pistoleiros no dia 25 de janeiro de 2013, nas proximidades da Usina Cambahyba, no Município de Campos dos Goytacazes (RJ).

Além de uma grande liderança na luta pela Reforma Agrária, Cícero Guedes era considerado uma referência em conhecimento agroecológico, por conta das técnicas agrícolas sustentáveis que utilizava em seu lote no Assentamento Zumbi dos Palmares,  tendo sido também um importante colaborador de vários projetos de pesquisa e de extensão da Universidade Estadual do Norte Fluminense.

Jovens do MST-RJ realizam encontro para debater perspectivas de futuro

2015-11-15

Em Macaé, jovens vindos de assentamentos e acampamentos de todo os estado se reuniram para debater cultura, maioridade penal, agitação e propaganda e perspectivas de emprego e renda.

por Luana Carvalho

Encontro de Jovens - MST-RJ 2015

Entre os dias 30 de outubro e 1o de novembro foi realizado o encontro de jovens dos assentamentos e acampamentos da Reforma Agrária do estado do Rio de Janeiro. Após alguns anos sem acontecer, este só foi possível devido a necessidade de aglutinarmos a juventude do estado e fazer uma troca de experiências com os jovens que estão cursando o Residência Agrária Jovem, para que estes consigam ter uma visão da realidade do estado.

Nesse sentido, o início do encontro trouxe alguns elementos históricos da constituição das lutas camponesas enfatizando o papel e protagonismo da juventude nessas lutas. Levantou-se a discussão sobre o que é juventude, e qual a sua identidade. O grupo foi divido em núcleos de base para que a partir da pergunta: “Como é ser jovem dentro de um assentamento/acampamento?” pudessem discutir melhor e chegar a uma síntese sobre a realidade das áreas do estado.

O professor Cosme Henrique Gomes realizou uma oficina de música, onde foram discutidas as matrizes culturais camponesas e a hegemonia da grande mídia sobre a música hoje. Também se falou sobre a importância da juventude se apropriar dos instrumentos musicais e poder construir suas próprias letras e melodias. Alguns jovens se desafiaram a construir letras e poesias durante a oficina.

O seguindo dia contou com o debate sobre a redução da maioridade penal, que está em pauta atualmente no congresso nacional e que muito diz respeito a juventude. O destaque foram os impactos desta lei para a sociedade brasileira, e mais especificamente para a juventude da classe trabalhadora, que hoje vem sendo massivamente criminalizada e morta pelo estado. Neste debate, os jovens falaram sobre o que acham da lei e como ela pode influenciar suas vidas.

Outro tema em discussão foram as questões de gênero e sexualidade. Este tema foi incorporado ao encontro, visto que na idade em que os jovens se encontram, o corpo passa por muitas transformações, a sexualidade está a flor da pela e é nesse momento que precisa ser debatido esta questão, pois é preciso entender que transformações são essas que passamos. Foi discutido também nessa oficina a questão da orientação sexual, da diversidade que hoje existe dos preconceitos que temos. A divisão sexual ela é historicamente construída na sociedade, precisamos desnaturalizar o que é coisa de menino e o que é coisa de menina.

Na parte da tarde do encontro, discutimos sobre o tema da agitação e propaganda. Foi apresentado a história do debate da agitação e propaganda que se desenvolveu no seio das lutas de classe, a partir deste histórico, foi sendo desenvolvido a metodologia que chamamos hoje de agitação e propaganda. Esta metodologia é importante para a massificação do trabalho de base da luta revolucionária e como alternativa aos meios de comunicação de massa.

Durante o debate, foram então apresentadas técnicas e dinâmicas de agitação e propaganda utilizadas por movimentos sociais e movimento estudantil aqui no Brasil.
Neste segundo dia também foi feita uma visita a comunidade onde o encontro estava sendo realizado, e por fim, teve a atividade cultural da noite, onde foi resgatada a história de vida e luta de Che Guevara, refletindo sobre os valores que Che nos ensinou, o estudo, a solidariedade, auto-organização, coletividade, internacionalismo, trabalho. Neste momento também deixamos em aberto para que o grupo pudesse se conhecer melhor e assim trocar experiências.

No último dia, voltamos a discutir a realidade dos nossos assentamentos e acampamentos apontando os caminhos para a produção e geração de renda da juventude dentro dos próprios territórios. Dividimos novamente o grupo em núcleos de base para que foi feito o levantamento primeiro das condições e possibilidades de renda dentro do assentamento de moradia de cada jovem? E segundo, qual a profissão que cada jovem gostaria de seguir?

Encontro de Jovens - MST-RJ 2015

Diante destas questões, acrescentou-se que nos assentamentos não há apenas trabalho diretamente com a agricultura, mas que no campo existe vida e cultura, desta forma, há diversos outros serviços que precisam acontecer e que o jovem não precisa trabalhar apenas com a agricultura, mas pode se envolver nas diversas atividades necessárias para a produção da vida no campo. Este debate foi muito caloroso, visto que a questão da geração de renda é um dos principais motivos que fazem os jovens saírem do campo, devido à falta de percepção das perspectivas onde moram.

O encontro foi encerrado com o encaminhamento com orientação para o fortalecimento da organização da juventude dentro de seus territórios, e assim potencializar os trabalhos que vêm sendo desenvolvidos no curso de Residência Agrária Jovem.

Tag: »

Boletim 61

2015-10-21

Caso não consiga visualiza o boletim corretamente, acesse http://boletimmstrj.mst.org.br/boletim61Boletim do MST RJ – N. 61 – Outubro de 2015

Camponeses do RJ participam da Feira Nacional da Reforma Agrária

Entre os dias 22/10 e 25/10, mais de 500 agricultores de 23 estados mais o Distrito Federal estarão presentes na 1° Feira Nacional da Reforma Agrária no Parque da Água Branca, em São Paulo. A população paulistana terá acesso a toneladas de alimentos a preços populares, produzidos nas áreas de assentamentos da Reforma Agrária de todas as regiões do país.

Camponeses do estado do Rio de Janeiro também estarão presentes. Além da grande produção de abacaxi e aipim, a feira nacional contará também com o grande sucesso das feiras estaduais do RJ: os fitoterápicos e cosméticos feitos pelo Setor de Saúde do estado. E para matar a fome de quem estiver passeando por lá, o cardápio já está pronto: caldo de aipim, aipim frito, tapioca, aipim e banana chips, bolinho de aipim e nhoque de aipim, sempre com sucos de frutas para acompanhar.

Leia mais…

VII Feira Estadual Cícero Guedes já tem data

A VII Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes já tem data marcada: será entre os dias 6 e 8 de dezembro. O local será o já tradicional Largo da Carioca, no Centro do Rio de Janeiro. Por iniciativa do vereador Renato Cinco, do PSOL-RJ, a câmara de vereadores do Rio de Janeiro aprovou o projeto de lei de que “reconhece como de interesse cultural e social para o município a Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes, realizada no Largo da Carioca”. O PL foi vetado pelo prefeito, mas a câmara derrubou o veto. Agora, o Projeto será promulgado e vai virar Lei.

Leia mais…

Vito Giannotti, para sempre

A passagem de Vito Giannotti representa um divisor de águas na atuação do MST. Por um lado, aqueles que conviveram com Vito têm agora o dever histórico de registrar suas contribuições e transformar em ação revolucionária cada minuto ao seu lado. Por outro lado, para a gerações que virão, fica tarefa de conhecer o legado de Vito, plantando, regando todas as sementes que ele generosamente nos deixou.

Às companheiras do NPC: contem conosco! Transformaremos juntos a Triste Partida em força de luta revolucionária. E sempre que tivermos por sorte o gosto de lembrar e ouvir Vitão, e bater em nossos peitos a saudade de moer, que as águas dos nossos olhos caiam sobre a terra repartida, e façam florescer o mundo que sonhamos juntos.

Por Vito Giannotti: nem um minuto de silêncio, mas muitas e muitas vidas de luta!

Leia mais…

“Soberania Alimentar é se opor a forma de como o Capital atua no campo” afirma dirigente da Via Campesina no CBA

Militantes da Via Campesina denunciaram os transgênicos, os agrotóxicos utilizado no campo. “O Veneno está na mesa da sociedade brasileira, devemos lutar pela soberania alimentar e que esta seja agroecológica!”, afirmaram com palavras de ordem e gritos que soavam de aleta aos participantes do Congresso Brasileiro de Agroecologia, na abertura do segundo dia do maior evento sobre agroecologia que ocorre até dia 01 de outubro em Belém.

Diferentes mesas redondas iniciaram os debates sobre o eixo das denúncias, uma das três dimensões que compõe o CBA (resistências e proposições serão tratadas nos próximos dias) (link). O objetivo do eixo de denúncias é refletir sobre os impactos do modelo hegemônico de produção agropecuária e sua consequente geração de conhecimentos científicos de controle e dependência externa.

Com a mediação de Leonardo Melgarejo, do Grupo de Trabalho dos Transgênicos da ABA – Associação Brasileira de Agroecologia, a mesa contou com a participação de Nívia Regina do MST e da Via Campesina, Jean Marc – ASPTA/Agricultura Familiar e Agroecologia e Damian Verzenassi – UCCSN-LA Unión de los Cientificos Comprometidos com la Sociedad y la Naturaleza de America Latina da Universidade Nacional de Rosario, na Argentina.

Leia mais…

Residência Agrária Jovem foram camponeses em agroecologia e cooperativismo

Em julho iniciou-se o primeiro Tempo Escola do Curso Residência Agrária Jovem “Agroecologia e Cooperativismo”. Este curso é uma parceria do MST com a EPSJV/FIOCRUZ que visa contribuir na formação técnica-política de 32 jovens das áreas de assentamentos e acampamentos da Reforma Agrária do estado do Rio de Janeiro em paralelo a formação escolar.

O primeiro Tempo Escola aconteceu de 20 a 30 de julho, porém nos meses de maio e junho aconteceram atividades regionalizadas, pois este curso abrange jovens de três regiões do estado, Baixada, Sul e Norte Fluminense dos respectivos assentamentos: Campo Alegre, Marapicú, Terra Prometida, Vida Nova, Zumbi dos Palmares, Dandara dos Palmares, Francisco Julião e acampamento Madre Cristina.

O curso tem como eixo estruturante a discussão da agroecologia e o cooperativismo que entra em consonância com as ações que estão sendo desenvolvidas nos assentamentos na atualidade sem perder de vista o debate da juventude rural, da cultura, e da história da luta de classes.

Leia mais…

Educadores da Reforma Agrária lançam manifesto pela educação durante o 2° Enera

Mais de 1500 pessoas se reuniram em Luziânia, Goiás, durante o 2° Encontro Nacional de Educadores e Educadores da Reforma Agrária (Enera), para debater o atual momento da educação pública brasileira.
Foram cinco dias de fóruns, rodas de conversa, debates e exposições que consolidaram o Enera como um espaço de articulação entre os trabalhadores da educação na disputa de um projeto que garanta a formação dos sujeitos nas diferentes dimensões humanas, numa perspectiva de libertação e transformação. O avanço da disputa do capital também pela educação pública do nosso país foi um dos temas centrais das discussões.

Em manifesto lançado pelos educadores da Reforma Agrária durante o encontro ficou claro que esse é um momento de acirramento da luta de classes, em que o grande desafio é construir unidade em torno de uma educação pública e popular, e de um projeto de país que supere o atual estágio de desigualdade.

Leia mais…

Posição do MST frente à conjuntura política e situação da Reforma Agrária

1. A sociedade brasileira tem construído a democracia nas contradições da luta de classes. Ainda temos muito que avançar, mas não permitiremos nenhum retrocesso nos direitos conquistados na luta do nosso povo.

2. Nos somamos à construção da FRENTE BRASIL POPULAR, e a todas as iniciativas de lutas da classe trabalhadora brasileira, em defesa de seus direitos e das causas nacionais, como a mobilização prevista para dias 2 e 3 de outubro, em defesa de mudanças na política econômica e na disputa do petróleo, para o povo brasileiro. Frente aos projetos de privatizar a Petrobras e entregar o pré-sal, rompendo a legislação de partilha e dos royalties para educação.

3. Reconhecemos a existência de uma crise econômica mundial, mas não admitimos que as trabalhadoras e os trabalhadores paguem essa conta. Somos contra o ajuste fiscal e consideramos que o governo Dilma está implementando medidas de ajuste neoliberal, que ferem direitos dos trabalhadores e cortam investimentos sociais. Manifestamos nosso total desacordo com a atual política econômica. E exigimos que, no mínimo, a presidenta implemente o programa que a elegeu.

Leia mais…

Residência Agrária Jovem foram camponeses em agroecologia e cooperativismo

2015-10-21

por Luana Carvalho, do Setor de Educação

  IMG_4149  Em julho iniciou-se o primeiro Tempo Escola do Curso Residência Agrária Jovem “Agroecologia e Cooperativismo”. Este curso é uma parceria do MST com a EPSJV/FIOCRUZ que visa contribuir na formação técnica-política de 32 jovens das áreas de assentamentos e acampamentos da Reforma Agrária do estado do Rio de Janeiro em paralelo a formação escolar.

O primeiro Tempo Escola aconteceu de 20 a 30 de julho, porém nos meses de maio e junho aconteceram atividades regionalizadas, pois este curso abrange jovens de três regiões do estado, Baixada, Sul e Norte Fluminense dos respectivos assentamentos: Campo Alegre, Marapicú, Terra Prometida, Vida Nova, Zumbi dos Palmares, Dandara dos Palmares, Francisco Julião e acampamento Madre Cristina.

O curso tem como eixo estruturante a discussão da agroecologia e o cooperativismo que entra em consonância com as ações que estão sendo desenvolvidas nos assentamentos na atualidade sem perder de vista o debate da juventude rural, da cultura, e da história da luta de classes.

IMG_4155

Nesta primeira etapa, a turma teve aulas de economia política, teatro do oprimido, história da agricultura, questão agrária, agroecologia, cooperação e uma aula passeio pelo centro histórico da cidade de Campos dos Goytacazes com a participação de educadores convidados.

O curso tem duração de 1 ano e meio e tem como metodologia a pedagogia da alternância, sendo divido em 3 Tempos Escolas, 4 Tempos Comunidades e uma etapa de apresentação dos TCC’s e conclusão do curso.

Durante o tempo comunidade, os jovens vão ler materiais e assistir vídeos que aprofundam os conhecimentos debatidos durante o tempo escola e também iniciar um diagnóstico sobre o assentamento/acampamento onde moram, assim como participar de oficinas sobre cinema, tecnologias sociais e educação ambiental.

IMG_3675

IMG_4168

IMG_4135