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Site do boletim do MST do Rio de Janeiro

Por que ocupamos as terras da usina Cambahyba?

quinta-feira 24 junho 2021 - Filed under Fazenda Cambahyba + Notícias do MST Rio

Há 25 anos o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) marca sua trajetória no Rio de Janeiro com a ocupação de terras das fazendas da falida usina Capelinha, em Conceição de Macabu. A ocupação se deu em resposta ao latifúndio improdutivo e ao massacre do Eldorado dos Carajás, onde 21 Sem Terras foram assassinados pelo governo do estado (PSDB) no Pará em abril de 1996. No ano seguinte o MST-RJ se consolidou com a ocupação da usina São João em Campos dos Goytacazes (RJ) dando origem ao assentamento Zumbi dos Palmares, onde mais de 500 famílias conquistaram sua terra para viver e produzir alimentos.

Hoje, 24 de junho de 2021, 300 famílias ocupam uma das fazendas que pertence ao Complexo de Fazendas Cambahyba, após esta ser decretada oficialmente desapropriada para fins de Reforma Agrária pela Justiça da 1ª Vara Federal de Campos no dia 5 de maio junto com outras fazendas, a Flora, Saquarema e a Cambahyba pertencentes ao Complexo.

Nasce assim o Acampamento Cícero Guedes, construído com o apoio de diversas organizações, sindicatos, entidades de Direitos Humanos, entidades religiosas, partidos políticos, movimento estudantil, movimentos sociais do município de Campos dos Goytacazes e também entidades nacionais.

As famílias que participam da ocupação são oriundas de diversos territórios de resistência da região e processos de lutas atuais e anteriores, como os agricultores de São João da Barra despejados no Porto do Açu, trabalhadores do corte de cana de Floresta, Ocupação Nova Horizonte em Guarus, Trabalhadores do bairro da Codin e do antigo acampamento Luís Maranhão.

A história da Usina Cambahyba é a expressão da formação da grande propriedade e da exploração da força de trabalho e do meio ambiente no Brasil. É uma história de violência marcada pela resistência dos trabalhadores e trabalhadoras.

Há mais de 20 anos, o MST luta pela desapropriação do Complexo Cambahyba, que desde 1998, através de decreto presidencial, foi considerada improdutiva por não cumprir sua função social.

Essas terras pertenceram ao ex-vice-governador do estado, Heli Ribeiro Gomes (1968), e a ausência de função social da terra se fazia diante da manutenção de trabalho análogo à escravidão, degradação do meio ambiente, exploração do trabalho infantil, além de acumular dívidas trabalhistas e previdenciárias milionárias com a União.

Não foram poucas as ocupações e as mobilizações para que o direito à desapropriação das terras da Cambahyba se realizasse. Foram muitos os momentos que nos levaram à praça São Salvador para que o judiciário federal finalmente reconhecesse a improdutividade e garantisse a imissão de posse ao INCRA. Exatos 21 anos de luta, de perdas, mas também de resistência e esperança de que essas terras seriam dos trabalhadores e trabalhadoras rurais Sem Terra.
Por isso, ocupamos a Cambahyba! Ocupamos pela memória daqueles que foram silenciados e desaparecidos pela desumanidade do poder.

Daqueles que foram torturados, assassinados na Ditadura empresarial-militar e tiveram a conivência da Cia Usina Cambahyba permitindo que seus fornos fossem utilizados para incinerar 12 corpos de presos políticos e opositores do regime. Dentre eles, Luís Maranhão, Fernando Santa Cruz e Ana Rosa Kucinski.

Ocupamos as terras da Cambahyba para exigir justiça para Cícero Guedes, grande liderança do MST que lutou ativamente para ver o chão conquistado e as famílias trabalhadoras com melhores condições de vida. Também em homenagem à Dona Neli, Seu Toninho, Edson Nogueira, Renilda e Dona Regina que doaram suas vidas e batalhas
pelo tão sonhado direito à terra, efetivação da reforma agrária e pelo fim do trabalho escravo nos latifúndios açucareiros em Campos dos Goytacazes.

Ocupamos as terras da Cambahyba para exigir democracia, terra para produzir comida saudável para todas as trabalhadoras e trabalhadores pobres do campo e da cidade que vem sofrendo as consequências da pandemia de Covid-19 negligenciada pelo governo. Ocupamos a Cambahyba cumprindo todos os protocolos de saúde porque queremos vacinas para todas, todes e todos. Reforçamos as práticas de saúde em relação ao distanciamento social, uso de máscaras e álcool em gel. Nos levantamos para denunciar o governo genocida de Jair Bolsonaro com mais de 500.000 mil mortes de brasileiras e brasileiros.

Ocupamos a Cambahyba porque ela é um patrimônio público da memória, de resistências das famílias de trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra que nada mais querem do que a efetividade da Constituição que impõe a reforma agrária para terras improdutivas.

Em nenhum momento tivemos dúvidas de que se tratava de um latifúndio improdutivo marcado pela exploração do trabalho, impactos ambientais e comprometimento com a ditadura empresarial-militar que manchou nossa história.

Nossa Luta é uma luta de todas e todos, viva o Acampamento Cícero Guedes pela vida digna, vacina no braço, comida no prato!
Ditadura Nunca Mais!
Fora Bolsonaro!
Viva o Acampamento Cícero Guedes!
A CAMBAHYBA É NOSSA!


24 de junho de 2021
Direção Estadual do MST-RJ
Imprensa: 21-980948624 / 22-988315760

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Educação do Campo é tema do podcast Terra Crioula

terça-feira 22 junho 2021 - Filed under Notícias do MST Rio + Podcast

Ouça o podcast no canal Terra Crioula no youtube ou nas plataformas de áudio digitais

Pública, gratuita, de qualidade e libertadora! O episódio #8 do podcast Terra Crioula debate o projeto de educação que queremos para a classe trabalhadora. Políticas públicas, os desafios que a educação enfrenta na pandemia e a experiência do MST com o método de alfabetização cubano “Sim, eu posso” também são tratados pelas entrevistadas.

Nossas convidadas Luana Carvalho da Direção Nacional do MST e Cida Lobato do Setor de Educação do MST-RJ falam sobre a relação da luta pela terra e o direto à educação. Com participações especiais de dona Delira, assentada do PDS Osvaldo de Oliveira, e interpretação de Márcia Ramos da canção “Construtores do futuro” de Gilvan Santos.

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> O podcast Terra Crioula é uma parceria do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) e o Setor de Comunicação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra do Rio de Janeiro (MST-RJ)

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NOTA DO MST RJ SOBRE A DESAPROPRIAÇÃO DA CAMBAHYBA

quarta-feira 2 junho 2021 - Filed under Fazenda Cambahyba + MST Sudeste + Notícias do MST Rio

Foi com alegria que recebemos a notícia da decisão pela imissão de posse da Cia Usina Cambahyba. Foram mais de 21 anos lutando pela desapropriação dessas terras que marcam a história de Campos mas também a história do país.

Em nenhum momento tínhamos dúvidas de que se tratava de um latifúndio improdutivo marcado pela exploração do trabalho, impactos ambientais e comprometimento com a ditadura empresarial-militar que manchou nossa história.

Lutamos pela desapropriação, enfrentamos constantemente ações de reintegração de posse, violentas, como a que ocorreu onde seu Antônio, grande guerreiro, foi arrastado pela polícia.

A história da Usina Cambahyba expressa a formação da grande propriedade no Brasil. É uma história de violência, mas de resistência dos trabalhadores e trabalhadoras.

Nas terras da Cambahyba muitos tombaram na luta pela terra. Seus sulcos são atravessados pelo sangue dos trabalhadores. Dentre eles, Cícero Guedes, grande liderança, que nunca desistiu de de lutar pela Cambahyba, pela reforma agrária e por uma sociedade justa!

Por isso, nós, trabalhadores e trabalhadoras do MST/RJ, não abandonamos nunca a luta pela Cambahyba, porque é nossa história, é nossa resistência, é a nossa capacidade de irresignação diante da injustiça do latifúndio, é pela memória dos lutadores e lutadoras, como Cícero, Neli, Seu Antonio que nos legaram sementes que reafirmamos:

A Cambahyba é nossa, é d@s trabalhador@s sem terra que romperam as cercas e construirão uma nova história nas terras da Cambahyba!

REFORMA AGRÁRIA JÁ!!!

Rio de janeiro, 01 de junho de 2021

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Dandara dos Palmares: 18 anos cultivando lutas no norte fluminense

quarta-feira 26 maio 2021 - Filed under Notícias do MST Rio

Há 18 anos, no dia 25 de Maio de 2003, o latifúndio da Fazenda Santana / Betel deixava de ser improdutivo e ganhava o nome da guerreira quilombola Dandara dos Palmares. Fruto da luta de dezenas de famílias Sem-Terra, garantindo função social da terra em Campos dos Goytacazes. Onde antes só tinha gado e cana destruindo o solo e explorando o povo pro latifundiário ficar mais rico, hoje tem produção agroecológica e árvores frutíferas de vários trabalhos coletivos do MST.

E esta data de luta foi celebrada no último domingo (23/05), em uma ação simbólica de plantio de 250 mudas nativas da mata atlântica realizada por jovens do Coletivo Sementes do Dandara, do Coletivo de Fitoterápicos e do Coletivo de Comercialização Terra Crioula Norte Fluminense. Contou também com a presença de uma companheira da Comissão Pastoral da Terra (CPT), um importante aliado histórico presente desde a ocupação do território.

A ação se integra também ao Plano Nacional de Plantio de Árvores e Produção de Alimentos Saudáveis do MST, que tem por objetivo realizar a recuperação de áreas degradadas através de Agroflorestas e da Agroecologia.

As lutas de ontem frutificam hoje com a juventude do Dandara dos Palmares, subindo agrofloresta e se organizando coletivamente para produzir, se auto-organizar e combater a sanha do projeto de morte do agronegócio. Viva o assentamento Dandara dos Palmares! Que venham mais 18 anos!

#TodosPelaReformaAgraria #25AnosMSTRJ

 ::  Share or discuss  ::  2021-05-26  ::  pablo

NOTA DE DENÚNCIA DO MST RJ SOBRE O INCRA DO RIO DE JANEIRO

quarta-feira 26 maio 2021 - Filed under Assentamento Popular Irmã Dorothy + Notícias do MST Rio

Após 15 anos de luta pela terra no Assentamento Irmã Dorothy (em Quatis/Rio de Janeiro), as famílias foram surpreendidas na manhã do dia 25 de maio, com a presença da polícia federal e técnicos do INCRA, dizendo que foram para “regularizar” situação das famílias.

É lastimável que a Superintendência do INCRA do Rio de Janeiro tente intimidar as famílias de trabalhadores rurais com o uso da força policial, que andaram pelo assentamento sem nenhuma máscara de proteção, impondo o risco às famílias, muitas ainda sem terem sido vacinadas.

O INCRA está indo em cada casa entregando uma notificação sobre a ocupação da família na área, a produção, o tempo de moradia e fazendo uma entrevista com perguntas absurdas como “se a pessoa é militante do MST ou não”.

Trata-se de uma tentativa de intimidação que acontece no momento em que as famílias estavam discutindo com o órgão responsável pela implementação da Reforma Agrária o uso do edital para seleção dos futuros beneficiários da área, especialmente porque se o INCRA quisesse poderia ter assentado todas as famílias desde 2015 quando foi emitido na posse por decisão judicial.

Isso não ocorreu até o momento pelo descompromisso do INCRA com a reforma agrária e agora tenta criminalizar essas famílias cuja luta legitima permitiu a conquista dessa terra. Isto porque o INCRA não reconhece as famílias que estão na área há 15 anos e vem produzindo uma série de conflitos e tensões na área, gestando maior vulnerabilidade para as famílias, que há tanto já resistem diante da falta de política pública de desenvolvimento da Reforma Agrária, fato que se agravou diante do ataque imposto pelo atual governo federal.

A Reforma Agrária não pode ser caso de polícia, mais sim de política pública, como manda a Constituição, que seja capaz de trazer desenvolvimento com dignidade e segurança para as famílias que lutam para conquistar seu pedaço de terra, lutam para que a reforma agrária saia do papel, e garanta que “a justiça e a igualdade Sejam mais que palavras de ocasião, É preciso um novo tempo em que não seja só promessa Repartir até o pão”

Assinado
Direção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Rio de Janeiro / #AssentamentoIrmãDorothyFica #IrmãDorothyRJ #LutaDorothy #DespejoZero #DespejoNaPandemiaéCrime

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Boletim MST-RJ retoma edição impressa com retrospectiva das lutas de 2020

terça-feira 4 maio 2021 - Filed under Boletins + Notícias do MST Rio + Notícias do Rio

O site Boletim MST-RJ, é um marco da luta do movimento no estado do Rio de Janeiro, sendo uma ferramenta que ocupa os latifúndios da internet, mas antes de estar presente no ambiente virtual o Boletim era feito de forma periódica e impressa. Por isso, como forma de resgatar mais um pedaço da história dos 25 anos, que movimento completa neste ano de 2021 no estado, o Coletivo de Comunicação produziu o Boletim MST-RJ Retrospectivo 2020.

A história desse instrumento de comunicação popular se inicia em abril de 1996, quando sua primeira edição foi produzida, assim que o movimento começou a ganhar corpo organizativo no Rio de Janeiro, somado a luta, produção coletiva e comunicação popular, o boletim impresso foi essencial para alcançar toda a base do movimento e mantê-la informada sobre todos os processos que ocorriam na época.

Mais uma vez se faz necessária a construção de um material palpável, ou seja, impresso, para que se fomente o diálogo e a leitura coletiva diretamente com as assentadas e assentados por todo o território, afinal, o conteúdo escrito só pode ser produzido devido às ações feitas por eles. Logo, a existência de uma material impresso retoma a identificação e pertencimento de cada um que contribui com a luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no estado do Rio de Janeiro.

Sobre o Boletim Retrospectivo

A nova edição do boletim impresso tem como objetivo levar a informação para base, mas também ser uma forma de criar um arquivo vivo das ações realizadas durante o ano, além disso, torna-se um veículo que leva a informação às áreas e aos olhos do público externo aos territórios.

O conteúdo selecionado nesta edição levanta acontecimentos que circulam dentro de todos os núcleos de base e no movimento como todo, como produção de alimentos agroecológicos, ações solidariedade a nível nacional e regional com doação de alimentos, jornadas de lutas das mulheres, históricos de territórios e diálogos com as mão solidárias que participam colaborativamente com as ações sociais promovidas pelo movimento.

Foram produzidas cerca de 500 cópias do material para ser entregue nos assentamentos, criando a dinâmica da leitura, identificação e participação. Ainda, para que se torne pública todas as ações, além do site Boletim MST-RJ onde cotidianamente o Coletivo de Comunicação produz conteúdo para ocupar a internet, a versão impressa também está disponível para ser compartilhada digitalmente, em uma plataforma de veículos editoriais. Acesse já o Boletim MST-RJ Retrospectivo 2020: https://issuu.com/mst-rj/docs/boletimmst-rj

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Terra para quem nela trabalha e vive: Reafirmar a Mistica de Luta do 1º de Maio e aliança entre o Campo e a Cidade

sábado 1 maio 2021 - Filed under Notícias do MST Rio

Na manhã deste 1o de Maio de 2021 o MST realizou, em Maricá (RJ), uma ação simbólica de plantio de mudas de árvores nativas, participando em seguida do ato organizado pelo Fórum de Lutas de Maricá, fortalecendo o apoio mútuo e solidariedade entre campo e cidade.

Na manhã deste 1o de Maio de 2021 o MST realizou, em Maricá (RJ), uma ação simbólica de plantio de mudas de árvores nativas, participando em seguida do ato organizado pelo Fórum de Lutas de Maricá, fortalecendo o apoio mútuo e solidariedade entre campo e cidade.

Nesta ação simbólica foram plantadas mudas de árvores na Unidade Agroecológica Manu Manuela, fazendo nascer o “Bosque Primeiro de Maio” em memória dos operários anarquistas mortos em Chigaco. Ação integra o Plano Nacional de Plantio de Árvores e produção de alimentos saudáveis do MST. A área do plantio, anteriormente degradada, está produzindo alimentos agroecológicos com espécies florestais para serem doados no município. São desenvolvidas também atividades pedagógicas com trabalhadores urbanos, estudantes, pequenos agricultores e assentados da reforma agrária.

Em seguida o MST participou do ato na Praça Conselheiro Macedo Soares, organizado pelo Fórum de Lutas de Maricá, que conta com diversas entidades do município que exigem a rápida vacinação de toda a população. Foram colocadas cruzes com nomes das diversas categorias de trabalhadores atingidos pela pandemia, além de fotos dos mártires de Chicago, uma faixa do Fórum e a distribuição de panfletos.

Hoje são 400 mil mortos na pandemia de COVID-19 pelas políticas genocidas do governo Bolsonaro. O povo sofre com a vida cara, desemprego, fome, grilagem e privatização de terras e destruição das florestas e meio ambiente. Enquanto que os capitalistas, latifundiários, banqueiros, empresários do campo e da cidade exploram o povo e ficam cada vez mais ricos, estes são os grandes beneficiados desse governo.

Assim, é com a mística do plantio de árvores que evocamos a memória de luta dos mártires de Chicago que deu origem ao 1o de Maio em 1889. Que as raízes dos lutadores e lutadoras do passado permaneçam firmes e profundas na terra, resistindo aos exploradores e opressores, para que se levantem novas árvores frutificando nas lutas do presente.

O caminho da luta popular é longo, mas cada setor do povo que se organiza e se soma contribui para encurtá-lo. Por isso defendemos a vida e a aliança entre os trabalhadores do campo e da cidade contra a sanha dos capitalistas. Pela Reforma Agrária Populara e terras e territórios para viver, trabalhar e produzir comida saudável para o povo.

Vacina já! Basta de massacres! Emprego e auxílio emergencial! Fora Bolsonaro!

 ::  Share or discuss  ::  2021-05-01  ::  pablo

1º de Maio: Marmita Solidária completa um ano no Rio de Janeiro

quinta-feira 29 abril 2021 - Filed under Armazém do Campo RJ + Notícias do MST Rio + Solidariedade

MST e movimentos populares iniciam Jornada de Solidariedade com a Classe Trabalhadora a partir desta sexta (30). Confira a programação!

Feijoada popular será o prato principal da edição na capital e Sul Fluminense (Foto:Pablo Vergara)

Por Coletivo de Comunicação MST-RJ

Além do desmonte de políticas públicas, as crises política e sanitária no Brasil agravaram a fome e a insegurança alimentar em milhões de casas no último ano. É o que revela a pesquisa desenvolvida em 2020 pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania Alimentar e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan). Hoje, mais da metade da população não tem garantida a alimentação plena e 19 milhões enfrentam a fome no dia a dia.

É nesse cenário que a Marmita Solidária completa 1 ano no Rio de Janeiro. A iniciativa já distribuiu mais de 5 mil refeições desde o início da pandemia, preparadas com os alimentos produzidos pelos Assentamentos e Acampamentos do MST no estado. Para Ruth Rodrigues, coordenadora do Armazém do Campo RJ, as condições de vida pioraram no último ano e a insegurança alimentar é uma consequência direta.

“A Marmita é uma forma de reafirmar nosso compromisso político que o acesso à alimentação, saudável e de qualidade, é um direito de todos. A distribuição das marmitas oferece o que temos de melhor para a população em situação de maior vulnerabilidade social nesse momento. Sabemos pela experiência, principalmente nas ocupações urbanas, que as mulheres são muito afetadas por esse contexto de crise. E as Mãos Solidárias são pessoas fundamentais para a continuidade do projeto”, afirma. 

Democracia, emprego, vacina para todos e fora Bolsonaro são as principais bandeiras que movimentos sociais e centrais sindicais reivindicam para este 1º de Maio, Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores. No Rio de Janeiro, o MST-RJ e diversos movimentos do campo popular organizam uma edição especial da Marmita Solidária com feijoada popular na capital e no Sul Fluminense para este sábado. 

A ação é parte das atividades em torno da Jornada de Lutas e Solidariedade com a Classe Trabalhadora. Serão distribuídas 550 refeições para trabalhadores informais, entregadores de aplicativo e rodoviários. O custo de cada Marmita Solidária é R$ 9,60. É possível apoiar através da conta no Banco do Brasil (Ag: 2975-0 / C/c: 127970-0) ou pix 08.087.241/0001-21. Escola Estadual de Formação e Capacitação à Reforma Agrária (ESESF).

Apoie a Marmita Solidária doando qualquer quantia para a conta no Banco do Brasil ou através do pix 08.087.241/0001-21
Programação

Nesta sexta-feira (30), o Armazém do Campo RJ participa da campanha “Esperançar contra a fome” distribuindo quentinhas com alimentos da Reforma Agrária na praça da Cruz Vermelha, centro da cidade, a partir das 9h. Ao todo, 70 marmitas serão destinadas à população em situação de rua e a ação ainda conta com apresentações artísticas ao longo do dia.

Também serão arrecadados alimentos no Buraco do Lume, que serão enviados para a cozinha solidária do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em São Gonçalo (RJ). “Nós, que somos cristãos, precisamos fazer a nossa parte e partilhar o pão, como Jesus fez. Não podemos aceitar que as pessoas continuem morrendo por causa da Covid ou com fome”, afirma o pastor Henrique Vieira, um dos organizadores do projeto e do coletivo cristão Esperançar.

No sábado, dia 1º de Maio, a feijoada será o prato principal da Marmita Solidária. Serão 200 refeições na região Sul Fluminense, e 350 na capital carioca. Além da Marmita, no dia 1º de Maio, uma carreata vai percorrer da Cedae, no centro da cidade, até o Parque Madureira, localizado na Zona Norte. Também serão realizadas ações de solidariedade nos postos de saúde da Serra de Macaé (RJ), com doação de alimentos do Assentamento PDS Osvaldo de Oliveira e Acampamento Edson Nogueira em parceria com a Rede Ecológica.

Além do MST, também constroem a Marmita Solidária no Rio de Janeiro a Articulação de Agroecologia (AARJ) e a Frente Brasil Popular (FBP) através das entidades: Levante Popular da Juventude, Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), União da Juventude Socialista (UJS), Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, Sindicato dos Rodoviários, ANDES, ASFOC, ADUFRJ, SINTUFRJ, Sisejufe, UBM, Cedro, Cedac, PCdoB, e o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio do Rio de Janeiro.

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Acampamento Edson Nogueira completa 3 anos em Macaé (RJ)

quarta-feira 21 abril 2021 - Filed under Notícias do MST Rio

Madrugada do dia 21 de abril de 2018, ocupação do Acampamento Edson Nogueira. (Foto: Arquivo MST-RJ)

Alexandre Gomes

Coletivo de Comunicação MST-RJ

“Em quanto houver sangue em nossas veias, vamos lutar” – Edson Nogueira.

Há 3 anos, famílias Sem Terra se organizam na região dos Lagos para consolidar o acampamento Edson Nogueira e denunciar o massacre do Eldorado dos Carajás em 21 de abril de 2018, no Racho Sagitário em Rio das Ostras (RJ).

Reivindicando a luta pela terra e pela reforma agrária as famílias do MST vem produzindo alimentos saudáveis, acolhendo trabalhadoras e trabalhadores da cidade, que assim como elas, chegam, encontram a dignidade e compartilham o alimento.

Neste domingo, o acampamento destinou parte da produção as famílias do comunidade das Malvinas em Macaé (RJ).

No acampamento também funciona a Unidade Pedagógica de Agroecologia, espaço de qualificação e formação para relações saudáveis com os bens da natureza e transformação de homens e mulheres conscientes para a luta.

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 ::  Share or discuss  ::  2021-04-21  ::  Clivia Mesquita

MST-RJ planta mais de 100 árvores em memória aos mártires de Eldorado do Carajás

quarta-feira 21 abril 2021 - Filed under Notícias do MST Rio

Basta de Massacres! Plantio de árvores presta homenagem aos mártires de Eldorado do Carajás. (Foto: Comunicação MST-RJ)

Coletivo de Comunicação MST-RJ

Nesta quarta-feira, 21 de abril, em memória aos companheiros(as) tombados no massacre de Eldorado dos Carajás e aos 25 anos do MST no Rio de Janeiro, a Regional Sul Fluminense do MST organizou o plantio coletivo de árvores em diversos assentamentos. A ação é parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária e foi organizada pelo Assentamento Popular Irmã Dorothy, Assentamento Roseli Nunes e Assentamento Terra da Paz. Foram plantadas mais de 70 mudas de Aroeiras, Castanha do Maranhão, Jenipapos, Mangas, Nêspera amarela, Ipê amarelo, Jamelão e abacate.

A mística do plantio reacende na comunidade a força do trabalho cooperado e importância da Reforma Agrária Popular para avançar com o nosso projeto de sociedade. Que as águas de nossas fontes alimentem o espírito de nossa resistência e resiliência, ressignificando os rumos de nossa sociedade plantando a vida e germinando o nosso socialismo.

Confira o balanço das ações no estado:
Macaé

Acampadas e acampados do Edson Nogueira, em Macaé, também realizaram plantio de mais 10 árvores no Bosque Marielle Franco, em comemoração aos 3 anos de organização das famílias Sem Terra no território.

O plantio de árvores reafirma o compromisso das famílias educandas e educadoras da Unidade Pedagógica de Agroecologia com a Reforma Agrária Popular e a transformação social.

Assim como as árvores plantadas darão frutos, nossos mártires do Eldorado dos Carajás deixaram seu legado na história inspirando lutadoras e lutadores do acampamento. No bosque foram plantadas: manga, figo, araça, pitanga, ameixa, cacau e graviola.

Maricá

Em memória aos nossos lutadores populares, militantes do MST e trabalhadores da  da Cooperativa de Trabalho em Assessoria a Empresas Sociais de Assentamentos da Reforma Agrária (Cooperar) plantaram, nesta manhã, 21 mudas na fazenda pública Valquimar dos Reis Fernandes – Joaquin Piñero, em Maricá (RJ). Ipê amarelo e rosa, pitanga, cutieira, pata de vaca, tento carolino, samaneia e aroeira.

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