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Site do boletim do MST do Rio de Janeiro

NOTA DE DENÚNCIA DO MST RJ SOBRE O INCRA DO RIO DE JANEIRO

quarta-feira 26 maio 2021 - Filed under Assentamento Popular Irmã Dorothy + Notícias do MST Rio

Após 15 anos de luta pela terra no Assentamento Irmã Dorothy (em Quatis/Rio de Janeiro), as famílias foram surpreendidas na manhã do dia 25 de maio, com a presença da polícia federal e técnicos do INCRA, dizendo que foram para “regularizar” situação das famílias.

É lastimável que a Superintendência do INCRA do Rio de Janeiro tente intimidar as famílias de trabalhadores rurais com o uso da força policial, que andaram pelo assentamento sem nenhuma máscara de proteção, impondo o risco às famílias, muitas ainda sem terem sido vacinadas.

O INCRA está indo em cada casa entregando uma notificação sobre a ocupação da família na área, a produção, o tempo de moradia e fazendo uma entrevista com perguntas absurdas como “se a pessoa é militante do MST ou não”.

Trata-se de uma tentativa de intimidação que acontece no momento em que as famílias estavam discutindo com o órgão responsável pela implementação da Reforma Agrária o uso do edital para seleção dos futuros beneficiários da área, especialmente porque se o INCRA quisesse poderia ter assentado todas as famílias desde 2015 quando foi emitido na posse por decisão judicial.

Isso não ocorreu até o momento pelo descompromisso do INCRA com a reforma agrária e agora tenta criminalizar essas famílias cuja luta legitima permitiu a conquista dessa terra. Isto porque o INCRA não reconhece as famílias que estão na área há 15 anos e vem produzindo uma série de conflitos e tensões na área, gestando maior vulnerabilidade para as famílias, que há tanto já resistem diante da falta de política pública de desenvolvimento da Reforma Agrária, fato que se agravou diante do ataque imposto pelo atual governo federal.

A Reforma Agrária não pode ser caso de polícia, mais sim de política pública, como manda a Constituição, que seja capaz de trazer desenvolvimento com dignidade e segurança para as famílias que lutam para conquistar seu pedaço de terra, lutam para que a reforma agrária saia do papel, e garanta que “a justiça e a igualdade Sejam mais que palavras de ocasião, É preciso um novo tempo em que não seja só promessa Repartir até o pão”

Assinado
Direção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Rio de Janeiro / #AssentamentoIrmãDorothyFica #IrmãDorothyRJ #LutaDorothy #DespejoZero #DespejoNaPandemiaéCrime

1 comment  ::  Share or discuss  ::  2021-05-26  ::  pablo

Boletim MST-RJ retoma edição impressa com retrospectiva das lutas de 2020

terça-feira 4 maio 2021 - Filed under Boletins + Notícias do MST Rio + Notícias do Rio

O site Boletim MST-RJ, é um marco da luta do movimento no estado do Rio de Janeiro, sendo uma ferramenta que ocupa os latifúndios da internet, mas antes de estar presente no ambiente virtual o Boletim era feito de forma periódica e impressa. Por isso, como forma de resgatar mais um pedaço da história dos 25 anos, que movimento completa neste ano de 2021 no estado, o Coletivo de Comunicação produziu o Boletim MST-RJ Retrospectivo 2020.

A história desse instrumento de comunicação popular se inicia em abril de 1996, quando sua primeira edição foi produzida, assim que o movimento começou a ganhar corpo organizativo no Rio de Janeiro, somado a luta, produção coletiva e comunicação popular, o boletim impresso foi essencial para alcançar toda a base do movimento e mantê-la informada sobre todos os processos que ocorriam na época.

Mais uma vez se faz necessária a construção de um material palpável, ou seja, impresso, para que se fomente o diálogo e a leitura coletiva diretamente com as assentadas e assentados por todo o território, afinal, o conteúdo escrito só pode ser produzido devido às ações feitas por eles. Logo, a existência de uma material impresso retoma a identificação e pertencimento de cada um que contribui com a luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no estado do Rio de Janeiro.

Sobre o Boletim Retrospectivo

A nova edição do boletim impresso tem como objetivo levar a informação para base, mas também ser uma forma de criar um arquivo vivo das ações realizadas durante o ano, além disso, torna-se um veículo que leva a informação às áreas e aos olhos do público externo aos territórios.

O conteúdo selecionado nesta edição levanta acontecimentos que circulam dentro de todos os núcleos de base e no movimento como todo, como produção de alimentos agroecológicos, ações solidariedade a nível nacional e regional com doação de alimentos, jornadas de lutas das mulheres, históricos de territórios e diálogos com as mão solidárias que participam colaborativamente com as ações sociais promovidas pelo movimento.

Foram produzidas cerca de 500 cópias do material para ser entregue nos assentamentos, criando a dinâmica da leitura, identificação e participação. Ainda, para que se torne pública todas as ações, além do site Boletim MST-RJ onde cotidianamente o Coletivo de Comunicação produz conteúdo para ocupar a internet, a versão impressa também está disponível para ser compartilhada digitalmente, em uma plataforma de veículos editoriais. Acesse já o Boletim MST-RJ Retrospectivo 2020: https://issuu.com/mst-rj/docs/boletimmst-rj

 ::  Share or discuss  ::  2021-05-04  ::  pablo

Terra para quem nela trabalha e vive: Reafirmar a Mistica de Luta do 1º de Maio e aliança entre o Campo e a Cidade

sábado 1 maio 2021 - Filed under Notícias do MST Rio

Na manhã deste 1o de Maio de 2021 o MST realizou, em Maricá (RJ), uma ação simbólica de plantio de mudas de árvores nativas, participando em seguida do ato organizado pelo Fórum de Lutas de Maricá, fortalecendo o apoio mútuo e solidariedade entre campo e cidade.

Na manhã deste 1o de Maio de 2021 o MST realizou, em Maricá (RJ), uma ação simbólica de plantio de mudas de árvores nativas, participando em seguida do ato organizado pelo Fórum de Lutas de Maricá, fortalecendo o apoio mútuo e solidariedade entre campo e cidade.

Nesta ação simbólica foram plantadas mudas de árvores na Unidade Agroecológica Manu Manuela, fazendo nascer o “Bosque Primeiro de Maio” em memória dos operários anarquistas mortos em Chigaco. Ação integra o Plano Nacional de Plantio de Árvores e produção de alimentos saudáveis do MST. A área do plantio, anteriormente degradada, está produzindo alimentos agroecológicos com espécies florestais para serem doados no município. São desenvolvidas também atividades pedagógicas com trabalhadores urbanos, estudantes, pequenos agricultores e assentados da reforma agrária.

Em seguida o MST participou do ato na Praça Conselheiro Macedo Soares, organizado pelo Fórum de Lutas de Maricá, que conta com diversas entidades do município que exigem a rápida vacinação de toda a população. Foram colocadas cruzes com nomes das diversas categorias de trabalhadores atingidos pela pandemia, além de fotos dos mártires de Chicago, uma faixa do Fórum e a distribuição de panfletos.

Hoje são 400 mil mortos na pandemia de COVID-19 pelas políticas genocidas do governo Bolsonaro. O povo sofre com a vida cara, desemprego, fome, grilagem e privatização de terras e destruição das florestas e meio ambiente. Enquanto que os capitalistas, latifundiários, banqueiros, empresários do campo e da cidade exploram o povo e ficam cada vez mais ricos, estes são os grandes beneficiados desse governo.

Assim, é com a mística do plantio de árvores que evocamos a memória de luta dos mártires de Chicago que deu origem ao 1o de Maio em 1889. Que as raízes dos lutadores e lutadoras do passado permaneçam firmes e profundas na terra, resistindo aos exploradores e opressores, para que se levantem novas árvores frutificando nas lutas do presente.

O caminho da luta popular é longo, mas cada setor do povo que se organiza e se soma contribui para encurtá-lo. Por isso defendemos a vida e a aliança entre os trabalhadores do campo e da cidade contra a sanha dos capitalistas. Pela Reforma Agrária Populara e terras e territórios para viver, trabalhar e produzir comida saudável para o povo.

Vacina já! Basta de massacres! Emprego e auxílio emergencial! Fora Bolsonaro!

 ::  Share or discuss  ::  2021-05-01  ::  pablo

1º de Maio: Marmita Solidária completa um ano no Rio de Janeiro

quinta-feira 29 abril 2021 - Filed under Armazém do Campo RJ + Notícias do MST Rio + Solidariedade

MST e movimentos populares iniciam Jornada de Solidariedade com a Classe Trabalhadora a partir desta sexta (30). Confira a programação!

Feijoada popular será o prato principal da edição na capital e Sul Fluminense (Foto:Pablo Vergara)

Por Coletivo de Comunicação MST-RJ

Além do desmonte de políticas públicas, as crises política e sanitária no Brasil agravaram a fome e a insegurança alimentar em milhões de casas no último ano. É o que revela a pesquisa desenvolvida em 2020 pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania Alimentar e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan). Hoje, mais da metade da população não tem garantida a alimentação plena e 19 milhões enfrentam a fome no dia a dia.

É nesse cenário que a Marmita Solidária completa 1 ano no Rio de Janeiro. A iniciativa já distribuiu mais de 5 mil refeições desde o início da pandemia, preparadas com os alimentos produzidos pelos Assentamentos e Acampamentos do MST no estado. Para Ruth Rodrigues, coordenadora do Armazém do Campo RJ, as condições de vida pioraram no último ano e a insegurança alimentar é uma consequência direta.

“A Marmita é uma forma de reafirmar nosso compromisso político que o acesso à alimentação, saudável e de qualidade, é um direito de todos. A distribuição das marmitas oferece o que temos de melhor para a população em situação de maior vulnerabilidade social nesse momento. Sabemos pela experiência, principalmente nas ocupações urbanas, que as mulheres são muito afetadas por esse contexto de crise. E as Mãos Solidárias são pessoas fundamentais para a continuidade do projeto”, afirma. 

Democracia, emprego, vacina para todos e fora Bolsonaro são as principais bandeiras que movimentos sociais e centrais sindicais reivindicam para este 1º de Maio, Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores. No Rio de Janeiro, o MST-RJ e diversos movimentos do campo popular organizam uma edição especial da Marmita Solidária com feijoada popular na capital e no Sul Fluminense para este sábado. 

A ação é parte das atividades em torno da Jornada de Lutas e Solidariedade com a Classe Trabalhadora. Serão distribuídas 550 refeições para trabalhadores informais, entregadores de aplicativo e rodoviários. O custo de cada Marmita Solidária é R$ 9,60. É possível apoiar através da conta no Banco do Brasil (Ag: 2975-0 / C/c: 127970-0) ou pix 08.087.241/0001-21. Escola Estadual de Formação e Capacitação à Reforma Agrária (ESESF).

Apoie a Marmita Solidária doando qualquer quantia para a conta no Banco do Brasil ou através do pix 08.087.241/0001-21
Programação

Nesta sexta-feira (30), o Armazém do Campo RJ participa da campanha “Esperançar contra a fome” distribuindo quentinhas com alimentos da Reforma Agrária na praça da Cruz Vermelha, centro da cidade, a partir das 9h. Ao todo, 70 marmitas serão destinadas à população em situação de rua e a ação ainda conta com apresentações artísticas ao longo do dia.

Também serão arrecadados alimentos no Buraco do Lume, que serão enviados para a cozinha solidária do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em São Gonçalo (RJ). “Nós, que somos cristãos, precisamos fazer a nossa parte e partilhar o pão, como Jesus fez. Não podemos aceitar que as pessoas continuem morrendo por causa da Covid ou com fome”, afirma o pastor Henrique Vieira, um dos organizadores do projeto e do coletivo cristão Esperançar.

No sábado, dia 1º de Maio, a feijoada será o prato principal da Marmita Solidária. Serão 200 refeições na região Sul Fluminense, e 350 na capital carioca. Além da Marmita, no dia 1º de Maio, uma carreata vai percorrer da Cedae, no centro da cidade, até o Parque Madureira, localizado na Zona Norte. Também serão realizadas ações de solidariedade nos postos de saúde da Serra de Macaé (RJ), com doação de alimentos do Assentamento PDS Osvaldo de Oliveira e Acampamento Edson Nogueira em parceria com a Rede Ecológica.

Além do MST, também constroem a Marmita Solidária no Rio de Janeiro a Articulação de Agroecologia (AARJ) e a Frente Brasil Popular (FBP) através das entidades: Levante Popular da Juventude, Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), União da Juventude Socialista (UJS), Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, Sindicato dos Rodoviários, ANDES, ASFOC, ADUFRJ, SINTUFRJ, Sisejufe, UBM, Cedro, Cedac, PCdoB, e o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio do Rio de Janeiro.

 ::  Share or discuss  ::  2021-04-29  ::  Clivia Mesquita

Acampamento Edson Nogueira completa 3 anos em Macaé (RJ)

quarta-feira 21 abril 2021 - Filed under Notícias do MST Rio

Madrugada do dia 21 de abril de 2018, ocupação do Acampamento Edson Nogueira. (Foto: Arquivo MST-RJ)

Alexandre Gomes

Coletivo de Comunicação MST-RJ

“Em quanto houver sangue em nossas veias, vamos lutar” – Edson Nogueira.

Há 3 anos, famílias Sem Terra se organizam na região dos Lagos para consolidar o acampamento Edson Nogueira e denunciar o massacre do Eldorado dos Carajás em 21 de abril de 2018, no Racho Sagitário em Rio das Ostras (RJ).

Reivindicando a luta pela terra e pela reforma agrária as famílias do MST vem produzindo alimentos saudáveis, acolhendo trabalhadoras e trabalhadores da cidade, que assim como elas, chegam, encontram a dignidade e compartilham o alimento.

Neste domingo, o acampamento destinou parte da produção as famílias do comunidade das Malvinas em Macaé (RJ).

No acampamento também funciona a Unidade Pedagógica de Agroecologia, espaço de qualificação e formação para relações saudáveis com os bens da natureza e transformação de homens e mulheres conscientes para a luta.

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 ::  Share or discuss  ::  2021-04-21  ::  Clivia Mesquita

MST-RJ planta mais de 100 árvores em memória aos mártires de Eldorado do Carajás

quarta-feira 21 abril 2021 - Filed under Notícias do MST Rio

Basta de Massacres! Plantio de árvores presta homenagem aos mártires de Eldorado do Carajás. (Foto: Comunicação MST-RJ)

Coletivo de Comunicação MST-RJ

Nesta quarta-feira, 21 de abril, em memória aos companheiros(as) tombados no massacre de Eldorado dos Carajás e aos 25 anos do MST no Rio de Janeiro, a Regional Sul Fluminense do MST organizou o plantio coletivo de árvores em diversos assentamentos. A ação é parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária e foi organizada pelo Assentamento Popular Irmã Dorothy, Assentamento Roseli Nunes e Assentamento Terra da Paz. Foram plantadas mais de 70 mudas de Aroeiras, Castanha do Maranhão, Jenipapos, Mangas, Nêspera amarela, Ipê amarelo, Jamelão e abacate.

A mística do plantio reacende na comunidade a força do trabalho cooperado e importância da Reforma Agrária Popular para avançar com o nosso projeto de sociedade. Que as águas de nossas fontes alimentem o espírito de nossa resistência e resiliência, ressignificando os rumos de nossa sociedade plantando a vida e germinando o nosso socialismo.

Confira o balanço das ações no estado:
Macaé

Acampadas e acampados do Edson Nogueira, em Macaé, também realizaram plantio de mais 10 árvores no Bosque Marielle Franco, em comemoração aos 3 anos de organização das famílias Sem Terra no território.

O plantio de árvores reafirma o compromisso das famílias educandas e educadoras da Unidade Pedagógica de Agroecologia com a Reforma Agrária Popular e a transformação social.

Assim como as árvores plantadas darão frutos, nossos mártires do Eldorado dos Carajás deixaram seu legado na história inspirando lutadoras e lutadores do acampamento. No bosque foram plantadas: manga, figo, araça, pitanga, ameixa, cacau e graviola.

Maricá

Em memória aos nossos lutadores populares, militantes do MST e trabalhadores da  da Cooperativa de Trabalho em Assessoria a Empresas Sociais de Assentamentos da Reforma Agrária (Cooperar) plantaram, nesta manhã, 21 mudas na fazenda pública Valquimar dos Reis Fernandes – Joaquin Piñero, em Maricá (RJ). Ipê amarelo e rosa, pitanga, cutieira, pata de vaca, tento carolino, samaneia e aroeira.

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Marmita Solidária atende ocupações na Zona Portuária do Rio de Janeiro

quinta-feira 15 abril 2021 - Filed under Notícias do MST Rio + Solidariedade

Ocupação Gamboa e Livramento receberam 200 refeições com alimentos do MST

Iniciativa distribui refeições de qualidade para quem mais precisa desde o início da pandemia. (Foto: Bárbara Vida)

Por Allanis Pedrosa*

No último sábado (10), mais uma edição da “Marmita Solidária” ocorreu no centro do Rio de Janeiro. Parte da Jornada Nacional de Solidariedade, foram produzidas 200 marmitas no Armazém do Campo RJ e no Centro de Ação Comunitária (CEDAC), com alimentos da Reforma Agrária Popular e da agricultura familiar, acompanhadas de uma garrafa de água e um caqui. Cada marmita alcançou famílias de ocupações urbanas no Rio de Janeiro, que resistem em meio a um cenário de aumento do desemprego, da fome e da carestia, e lutam por uma moradia digna.

A primeira entrega ocorreu na Ocupação Gamboa, localizada na região portuária da cidade, construída por trabalhadores informais, principalmente camelôs. O local ocupado já foi uma fábrica abandonada, que teve o galpão e todo seu espaço ressignificado, e hoje comporta cerca de 70 famílias sem teto.

A equipe de entrega conheceu a ocupação, conversou com as famílias sobre a origem dos alimentos doados, frutos da luta pela terra, e denunciou a irresponsabilidade do governo negacionista que aprofunda o cenário de crise sanitária, econômica e social vivido no país. Organizando a distribuição das marmitas em fila, e com atenção às medidas de biossegurança, foram entregues 100 marmitas pelas Mãos Solidárias e militantes das organizações populares que compõem a iniciativa da “Marmita Solidária”.

A segunda entrega ocorreu na Ocupação Livramento, que passou por um terrível incêndio recentemente. As 50 famílias sem teto agora reconstroem aos poucos a ocupação, resistindo na luta por moradia e trabalho. A equipe de distribuição entregou 100 marmitas às lideranças da ocupação, que organizaram a distribuição para cada família.

*Allanis Pedrosa é militante do Levante Popular da Juventude e faz parte da equipe de voluntários da Marmita Solidária no Rio de Janeiro

Como apoiar

O custo de cada Marmita Solidária é R$ 9,60. É possível apoiar com qualquer quantia através da conta no Banco do Brasil (Ag: 2975-0 / C/c: 127970-0) CNPJ: 08.087.241/0001-21. Escola Estadual de Formação e Capacitação à Reforma Agrária (ESESF).

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MST completa 25 anos no Rio de Janeiro; ouça no podcast Terra Crioula

quarta-feira 14 abril 2021 - Filed under Notícias do MST Rio + Podcast

Neste mês, o MST completa 25 anos de trajetória no Rio de Janeiro com a chegada do Movimento na articulação da ocupação da Fazenda Capelinha em abril de 1996. No ano seguinte, o MST-RJ se consolida com a ocupação do Assentamento Zumbi dos Palmares, em Campos dos Goytacazes.

O episódio #7 do podcast Terra Crioula resgata os processos históricos de luta do Movimento no Rio de Janeiro ao longo de 25 anos! Nossas convidadas são Dona Gininha do Setor de Educação e Marina dos Santos da Direção Nacional do MST.

Disponível: Spotify | Youtube | Facebook

Acompanhe nas redes sociais:

Instagram @terra_crioula 

Facebook.com/MST.Rio.RJ

Twitter @rj_mst 

> O podcast Terra Crioula é uma parceria do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) e o Setor de Comunicação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra do Rio de Janeiro (MST-RJ)

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MST inicia Jornada de Solidariedade no Rio de Janeiro neste sábado (17)

quarta-feira 14 abril 2021 - Filed under Solidariedade

Marmita Solidária e doação de alimentos da Reforma Agrária acontecem em diversas regiões do estado em memória aos mártires do massacre de Eldorado do Carajás

Marmita Solidária leva refeições com alimentos da Reforma Agrária para ocupações urbanas no Rio de Janeiro (Foto: Bárbara Vida)

Por Coletivo de Comunicação MST-RJ

Neste sábado (17), Dia Internacional da Luta Camponesa, o Movimento Sem Terra no Rio de Janeiro realiza uma série de ações de solidariedade em memória aos mártires do massacre de Eldorado do Carajás. O assassinato de 21 trabalhadores rurais ocorreu no Pará há 25 anos. Desde então, abril se tornou um mês de luta em todo Brasil pela Reforma Agrária Popular e denúncia contra violência no campo. 

Neste mês o MST também completa 25 anos de trajetória no Rio de Janeiro com a chegada do Movimento em 1996 na articulação da ocupação da Fazenda Capelinha, em Campos dos Goytacazes, que posteriormente se consolidou com a ocupação do Assentamento Zumbi dos Palmares, em abril de 1997. 

Segundo Luana Carvalho da Direção Nacional do MST, abril é tão importante porque “traz a memória do massacre do Eldorado dos Carajás e a importância da luta pela terra no país”. Além do marco histórico para o estado, a data coincide com a Jornada Nacional de Lutas.

“Trazemos aquilo que é fruto das nossas conquistas que é o nosso alimento. Nossa principal tarefa é a produção de alimentos saudáveis. Com a crise social e a pandemia que escancara as desigualdades sociais e aumenta a fome, viemos ofertar aquilo que é fruta da nossa luta de 25 anos na construção da Reforma Agrária no Rio de Janeiro”, afirma Luana.

Diante do descontrole da pandemia no país, o vírus da fome também se agravou no último ano. A Marmita Solidária vai oferecer 500 refeições saudáveis e de qualidade na capital carioca e no Sul Fluminense neste sábado (17). As marmitas produzidas com alimentos da Reforma Agrária no Armazém do Campo serão distribuídas, às 11h, para trabalhadores e trabalhadoras informais no centro do Rio, em parceria com o Movimento Unido dos Camelôs (MUCA). 

No mesmo dia, o Assentamento Terra da Paz, em Piraí, vai preparar as marmitas que serão entregues na comunidade Morada do Sol, localizada em Volta Redonda. Na Regional Lagos, também acontece uma doação de alimentos agroecológicos do Assentamento PDS Osvaldo de Oliveira para a favela Malvinas, em Macaé. 

Preparação das Marmitas Solidárias no Armazém do Campo RJ é realizada equipe de voluntários, as Mãos Solidárias (Foto: Bárbara Vida)

Além do MST, também constroem a Marmita Solidária no Rio de Janeiro a Articulação de Agroecologia (AARJ) e a Frente Brasil Popular (FBP) através das entidades: Levante Popular da Juventude, Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT),  União da Juventude Socialista (UJS), Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, ANDES, Sisejufe, UBM, Cedro, Cedac, PCdoB, e o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio do Rio de Janeiro.

O custo de cada Marmita Solidária é R$ 9,60. É possível apoiar com qualquer quantia através da conta no Banco do Brasil (Ag: 2975-0 / C/c: 127970-) CNPJ: 08.087.241/0001-21. Escola Estadual de Formação e Capacitação à Reforma Agrária (ESESF).

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Brigada de comunicação em defesa do Assentamento Popular Irmã Dorothy produz série documental

quinta-feira 1 abril 2021 - Filed under Assentamento Popular Irmã Dorothy + MST Sudeste + Notícias do MST Rio

Bastidores da produção da série documental, entrevista Dona Ana e Sr. Sebastião,
produtores de arroz no Assentamento Popular Irmã Dorothy. (Foto: Mariana Silveira Costa)

Por Coletivo de Comunicação MST-RJ

Atualmente o território passa por alteração da política de reforma agrária, por conta da Lei Federal 13.465, que ameaça a permanência das famílias.

O material documental começou a ser produzido no dia 31 de março, no assentamento Irmã Dorothy, buscando resgatar a memória e a história das famílias  e como o edital as prejudica mesmo já morando lá há 15 anos.

A série documental está amparada pelo lema da campanha de defesa pelo território “Não apaguem nossa história! Todas as famílias assentadas já”. A produção surgiu por meio da chamada de apoio que o próprio território realizou para tornar pública a ameaça que vem sofrendo. 

Está prevista a cobertura dos bastidores e todo o processo de produção, além disso, o material será em breve lançado nas redes sociais youtube Terra Crioula, mas antes do material na íntegra será possível acompanhar o processo pelo instagram e facebook do Terra Crioula. 

A produção ressalta que tanto a equipe como os entrevistados têm mantido todo o cuidado e distanciamento necessário para prevenção da Covid-19, utilizando máscara e higienização frequente. 

Temáticas abordadas 

Nos eixos dessa produção serão abordados os pontos do edital e como ele afeta as famílias, devido à pontuação nele empregada para se estar usufruindo da terra. Além disso, será também abordada a produção e participação da cada assentado dentro no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Ainda  será  a utilizada a metodologia de cartografia social, que tem como premissa o levantamento afetivo e da memória para demarcar socialmente o território, trazendo à tona não apenas a atual situação, mas reforça a história de cada família legitimando a sua existência e resistência no território resgatando cada parte dele como um ponto da memória de cada assentado do Irmã Dorothy. 

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