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Tag: Zumbi dos Palmares

Fundado em 1997 após a desapropriação da Fazenda São José no município de Campos dos Goytacazes, o Assentamento Zumbi dos Palmares foi a primeira conquista do MST na região Norte do Rio de Janeiro. No último ano e meio, no entanto, o assentamento de 8,5 mil hectares, onde vivem 510 famílias, parece ter se tornado um lugar assombrado. Desde janeiro de 2013, quando foi assassinado Cícero Guedes dos Santos, coordenador do MST na região, quatro outros moradores locais já foram mortos em crimes que, em sua maior parte, restam sem punição. Alguns casos podem não ter ligação direta com a disputa de terra, mas ainda assim a situação deixa polícia, governo, ativistas dos direitos humanos e militantes do movimento sem-terra em estado de alerta frente à possibilidade de uma retomada do conflito agrário em uma região até recentemente marcada pelo mandonismo dos grandes criadores de gado e usineiros de açúcar.

do Portal Urural CIDADES E REGIÃO – ECONOMIA RURAL  Mauro de Souza Agricultores juntaram forças para aumentar produtividade e vender produtos Em terra que tudo planta, tudo dá. É dessa forma que assentados do Zumbi dos Palmares estão tirando o sustento de suas famílias. Eles utilizam técnicas ensinadas por seus ancestrais. Os alimentos totalmente orgânicos […]

No dia 13 de agosto ocorreu a inauguração do espaço agroecológico Cicero Guedes dos Santos, na Universidade Estadual do Norte Fluminense – UENF. Este espaço é o reconhecimento do papel desempenhado pelo militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra na universidade.

Há seis anos no pátio do CCTA é realizada a feira agroecológica que tinha como seu expoente principal o militante Cicero Guedes. Lá ele vendia seus produtos, os frutos de muito trabalho dedicado a produção de alimentos saudáveis, em uma luta que teve inicio com a ocupação da Usina São João, em 1997, e nunca mais parou.

Nos dias 13 e 14 de outubro o MST na região Norte Fluminense realizou o seu encontro regional reunindo 40 militantes de acampamentos e assentamentos da região. O Encontro ocorreu no assentamento Zumbi dos Palmares núcleo IV.

Foi momento de fazer estudos sobre temas como: Questão Agrária na região, Proposta de Reforma Agrária Popular; A Luta pela terra e a Organização dos Assentamentos na região. Também foi momento de realizar debate sobre a preparação do VI Congresso nacional do MST e o planejamento do trabalho de base.

Este encontro ficou marcado por ter sido realizado no primeiro assentamento da região, que completou 15 anos, sendo também o maior assentamento do MST no estado do Rio de Janeiro.

O comitê do Rio de Janeiro da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida realizará no próximo fim de semana (20 e 21 de outubro) o seu quinto encontro de formação. Depois de discutir temas gerais relacionadas aos agrotóxicos, seus efeitos na saúde, no meio ambiente, e a agroecologia, a formação segue para o seu primeiro momento prático. Desta vez, serão visitadas produções agroecológicas e convencionais. Os participantes poderão vivenciar a dependência da agricultura familiar dos venenos, e conhecer de perto a luta dos que conseguiram a realizar transição agroecológica.

As inscrições devem ser feitas pelo email contraosagrotoxicos.rj@gmail.com. O ônibus sairá na sexta (19) à noite, de Seropédica.

O casamento estava marcado para 1h da manhã. A pontualidade da noiva já dava sinais de que era um casamento diferente. Os seis ônibus de convidados passaram a noite capinando a terra e construindo os barracos. Pela manhã, a ocupação já estava consolidada, e mais um latifúndio havia caído no estado do Rio de Janeiro. Assim começou a história do assentamento Zumbi dos Palmares, em Campos dos Goytacazes, que celebrou 15 anos de existência no último dia 20 de abril, como conta o assentado Jessé, e Luis Carlos Meio-Quilo e Marluzio, do Sindipetro NF/FUP.

O dia da festa começou cedo, com uma mística que lembrou a origem do nome do assentamento, uma homenagem ao líder do Quilombo dos Palmares. Em seguida, moradores e convidados marcharam do núcleo 2 para o 4, chegando ao local da festa, o campo de futebol do assentamento. Companheiros do Sindipetro Norte Fluminense, Associação Brasileira de Geógrafos e das universidades UFF, UENF, UERJ e UFRJ fizeram falas ressaltando a importância do assentamento na luta pela terra do norte do estado do RJ.

Venha comemorar conosco os 15 anos do assentamento Zumbi dos Palmares. A festa será neste sábado, dia 14 de abri. Não perca!

Na tarde do dia 29 de setembro foi realizada uma assembléia no Assentamento Zumbi dos Palmares, na região norte-fluminense, o maior assentamento do estado do Rio de Janeiro. A assembléia foi organizada por um grupo de assentados que estão se mobilizando diante dos impactos que a duplicação que a rodovia BR-101 e o Porto do Açu devem causar nos assentamentos da região e, especificamente, no Zumbi dos Palmares.

Era início de tarde e os assentados começavam a chegar, se espalhando pelas calçadas próximas ao galpão onde viria a acontecer a assembléia. A convocação para a assembléia fora feita através da Comissão em defesa do Assentamento Zumbi dos Palmares, criada pelos assentados algumas semanas antes, com o objetivo de contribuir na mobilização das famílias frente aos riscos de desapropriação de alguns lotes.

A assembléia contou com a presença de cerca de 250 pessoas, entre assentados do próprio Zumbi dos Palmares e de outros acampamentos e assentamentos do MST na região, como o Josué de Castro, Madre Cristina, Oziel Alves e 17 de abril. Contou também com a presença do superintendente do INCRA Gustavo, da vereadora Odisséia, do prof. Marcos Pedlowsky (UENF) que fizeram falas apoiando a resistência dos moradores aos impactos; e da Associação de Geógrafos Brasileiros (AGB), que contribuiu na explanação sobre os impactos do projeto de duplicação da BR-101.

“Por Escola, Terra e Alimentos sem Veneno”. Esse foi o lema do 14º Encontro Estadual do Rio de Janeiro dos Sem Terrinha, em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, que ocorreu entre os dias 08 e 10 de outubro. As atividades foram realizadas na Escola Técnica Estadual Agrícola Antônio Sarlo, com o apoio da Fiocruz e do Instituto Federal Fluminense de Campos. Devido às dificuldades com o transporte, dois ônibus foram cancelados, diminuindo o número de crianças participantes para aproximadamente 50. Elas vieram de 4 assentamentos e acampamentos diferentes. Ao final do evento, os sem-terrinha entregaram na Câmara de Vereadores de Campos uma carta pedindo a paralisação do fechamento de escolas no campo, além de outras reivindicações do movimento.

De acordo com Bia Carvalho, da Coordenação Geral do Encontro, a escolha do local se deu em função de a região norte fluminense ter o maior índice de escolas fechadas no Estado e ser a maior base social do MST: Campos tem o maior número de assentamentos e acampamentos no Rio. Segundo ela, a ideia é realizar encontros pedagógicos, com base em 3 eixos: formação, confraternização e reivindicação, ou seja, organicidade do movimento, jogos e brincadeiras e luta. Bia explica a importância do processo de formação fora da sala de aula para a criançada, porque nesse momento há a confraternização de crianças de várias regiões discutindo descontraidamente agrotóxicos, educação no campo, e outros temas importantes.