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Tag: via campesina

Militantes da Via Campesina denunciaram os transgênicos, os agrotóxicos utilizado no campo. “O Veneno está na mesa da sociedade brasileira, devemos lutar pela soberania alimentar e que esta seja agroecológica!”, afirmaram com palavras de ordem e gritos que soavam de aleta aos participantes do Congresso Brasileiro de Agroecologia, na abertura do segundo dia do maior evento sobre agroecologia que ocorreu em outubro em Belém.

Diferentes mesas redondas iniciaram os debates sobre o eixo das denúncias, uma das três dimensões que compõe o CBA (resistências e proposições serão tratadas nos próximos dias) (link). O objetivo do eixo de denúncias é refletir sobre os impactos do modelo hegemônico de produção agropecuária e sua consequente geração de conhecimentos científicos de controle e dependência externa.

Com a mediação de Leonardo Melgarejo, do Grupo de Trabalho dos Transgênicos da ABA – Associação Brasileira de Agroecologia, a mesa contou com a participação de Nívia Regina do MST e da Via Campesina, Jean Marc – ASPTA/Agricultura Familiar e Agroecologia e Damian Verzenassi – UCCSN-LA Unión de los Cientificos Comprometidos com la Sociedad y la Naturaleza de America Latina da Universidade Nacional de Rosario, na Argentina.

A Via Campesina realizou entre 9 e 13 de junho sua sexta conferência na cidade de Jakarta, na Indonésia. A entidade, que congrega cerca de 250 milhões de camponeses no mundo inteiro, completa 20 anos e homenageia Egidio Bruneto, militante do MST morte em 2011. Na carta final do encontro, a Via Campesina reafirma sua luta por soberania alimentar, agroecologia, justiça social e climática, contra a violência e discriminação das mulheres, desmilitarização e paz, terra e território e por água e sementes como bens comuns.

“Nosotros, la Vía Campesina, venimos a extender nuestro llamado urgente a tejer hilo a hilo la unidad a nivel global entre organizaciones del campo y la ciudad para participar activa, propositiva y decididamente en la construcción de una nueva sociedad, basada en la soberanía alimentaria, la justicia y la igualdad.”

Após a crise econômica de 2008, o sistema hegemônico tem procurado novas possibilidades de acumulação que mantenham sua lógica. É nesse contexto que governos, empresários e organismos das Nações Unidas passaram a construir o mito da “economia verde” e do “enverdecimento da tecnologia”, apresentando como solução à crise ambiental coincidir o cuidado da Terra com a economia capitalista. Mas, na realidade, é mais uma estratégia para o avanço do capital.

Este capitalismo verde tem como alvo os espaços camponeses: já sofremos seus efeitos na forma de concentração de terra, privatização da água e dos oceanos, dos territórios indígenas, dos parques nacionais e das reservas naturais.

Vejam como as falsas soluções são apresentadas.

Estiveram presentes diversas organizações da CLOC de países como o Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Brasil, Venezuela, Argentina entre outros. Este tem sido um espaço importante de formação política e também de integração das organizações com o objetivo de formar dirigentes de base das diferentes organizações da América latina que fazem parte da CLOC.

Nos dias 10, 11 e 12 os educandos e educandas realizaram estudo sobre o Feminismo e Classe, onde debateram a questão de gênero e luta de classes; Feminismo e a luta das trabalhadoras; Articulação das mulheres camponesas na América Latina frente a ofensiva do capital; As experiências de lutas das mulheres. O significado político do 08 de março; as bandeiras de lutas das mulheres lutadores.

Entre os dias 02 a 04 de abril, o militante do MST Talles Reis visitou o Sindicato de Obreiros do Campo (SOC), movimento integrante da Via Campesina e localizado na província de Andaluzia, Espanha.

O SOC é um combativo movimento da Via, fundado em 1976, através da organização de várias “comissões de jornaleiros”, que são os trabalhadores assalariados rurais que vendiam sua força-de-trabalho para os grandes proprietários de terra. Uma demonstração de sua força e importância está no fato de que foi o primeiro sindicato legalizado após o final da ditadura franquista.

A Jornada Nacional de Luta das Mulheres Camponesas 2012 teve como objetivo denunciar o capital estrangeiro na agricultura e as empresas transnacionais. Foram realizadas 32 ações em 20 estados com participação total de 14.800 companheiras. As ações realizadas trouxeram pautas como o veto ao novo código florestal, contra os agrotóxicos, pela Soberania Alimentar e Reforma Agrária.

O intuito foi chamar a atenção da sociedade denunciando o modelo destrutivo do agronegócio para o meio ambiente e as ameaças à soberania alimentar do país e à vida da população brasileira, que afeta de forma direta a realidade das mulheres.

Após uma semana de lutas, o Acampamento Nacional da Via Campesina, instalado em Brasília, chegou ao seu final nesta sexta-feira (28/8), com o retorno positivo do governo às reivindicações da organização.

Em um dia de intensas negociações dentro do Palácio do Planalto, os 4.000 acampados permaneceram, desde 10h, às portas do Ministério da Fazenda. No fim da tarde, a mobilização retornou ao acampamento.

Brasília recebeu cerca de 4 mil trabalhadores e trabalhadoras rurais vindos de 24 Estados dos movimentos da Via Campesina em um grande Acampamento Nacional montado ao redor do Ginásio Nilson Nelson.

O Acampamento faz parte da Jornada Nacional de Lutas e por Reforma Agrária que aconteceu em todo o Brasil a partir do dia 22 de agosto de 2011. Além do acampamento, atos políticos e culturais aconteceram em Brasília e nos Estados onde a Via Campesina está organizada.

Discutir um outro modelo de agricultura: a agroecologia. Organizada pela Via Campesina, a Jornada de Agroecologia completa 10 anos de construção desse novo conceito e prática em agricultura. Além de orientar e proporcionar trocas de experiências entre famílias camponesas, as Jornadas de Agroecologia procuram combater a hegemonia do agronegócio, o latifúndio monocultor, principal difusor da utilização de veneno na agricultura (o agrotóxico).

A 10ª Jornada de Agroecologia acontece no período de 22 a 25 de junho, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), município de Londrina (PR).

A Coordenação Latino Americana de Organizações do Campo, CLOC-Via Campesina, referente histórico de luta e resistência, denuncia a repressão e a criminalização da luta social que se aprofunda na Argentina e no resto do continente.

Frente à ordem de prisão e mandatos de busca e apreensão contra 12 trabalhadores e trabalhadoras do Movimento Nacional Camponês Indígena da Argentina (MNCI), todos os movimentos da CLOC-Via Campesina expressam sua solidariedade, ao mesmo tempo que manifestam seu repúdio a estes atos de criminalização das lutas sociais.

Acreditamos no direito legítimo dos povos a lutar pelo direito à terra, à água e à soberania alimentar e resistir contra os interesses do capital transnacional e do agronegócio. Não podemos permitir que o ilegal hoje se converta em legal, permitindo que políticas de Estado ocultem através de uma aparente legalidade, a violação continua dos direitos dos povos. A perseguição e a criminalização não podem ser fundamentado com leis.